Estava lendo meu próprio blog e vi que fiz isso no ano passado. Resolvi fazer neste também.
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And life still goes on!
Estava lendo meu próprio blog e vi que fiz isso no ano passado. Resolvi fazer neste também.
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And life still goes on!
Hoje eu muito acordei sem vontade de falar com ninguém. Mas aí eu não tinha o que comer e fui ali na padoca/boteco comer um misto quente e um café com leite. (1) Falei bom dia ao porteiro.
O centro nas manhãs de domingo nada lembram os dias úteis no mesmo horário. (2) Cheguei lá, pedi o lanche. (3) Uma outra pessoa me deu o café. (4) Dez minutos depois, o cara responsável pelos lanches me deu o meu misto. Comi em paz, assistindo ao Globo Rural. Paguei.
Ao sair, depois de ter recebido o cigarro errado, fato notado após ter aberto a caixa, (5) uma pessoa me pediu um cigarro. Atravessei a rua e, quase na esquina, (6) um cara me pediu cinquenta centavos para comer um salgado. “Cara, se você tiver com fome, a gente divide”. Dei uma moeda de um real. Sorte que me pegou em bom humor matinal.
Na porta do prédio, esperando o cigarro terminar, (7) um senhor me pediu isqueiro. Emprestei. Acendeu, agradeceu. Entrei.
E eu não queria falar com ninguém.
Complicado viver de fases se você sabe quando elas terminam. Pior ainda se você não sabe qual é a próxima.
Ouvi dizer em cortes de emprego por conta da crise que ninguém conseguiu me explicar direito. E que também, confesso, tive preguiça de entender.
Aí eu penso na minha pessoa desenbarcando no Brasil em meados de dezembro sem emprego. De novo, a virada do ano vai ser desempregado. Aliás, reside aí a única certeza mais longínqua: o natal de Avaré.
Vivo pensando se as coisas que eu invento pra mim valem ou não a pena para o que eu quero, além de também matutar se o que eu quero é válido.
Invejo quem consegue continuar estudando, sejam pós ou mestrado. Na verdade era isso o que eu queria este fazendo agora, realizando o projeto de mestrado absurdo que eu ainda não escrevi.
Eu queria também estar fazendo o escatumbalera dar certo, mas vejo-o em coma e fora das minhas mãos.
Nem vou falar dos totalmente ainda obscuros projetos com o design – e o curso que eu ainda não acabei.
E ainda teria muito a dizer.
Voltar não é um martírio tão grande quanto eu pinto. Até pelo contrário, maior é a vontade de viver aquilo tudo. Mas voltar é um conceito meio pesado pra mim. Voltar implica o retorno, o tornar novamente. Ou seja, ser a mesma coisa.
O começo deste ano, que apesar de alguma coisas boas sem precedentes, foi uma das fases mais bizarras da minha vida. Seja por correria, fala de dinheiro, escassas perspectivas. Não pensava que o pesadelo de formar-se poderia ser sim uma realidade.
Shimane me fez de tudo, mas acho que o principal foi me acalmar e me tornar mais leve, aquilo que me disseram para ser no começo do ano.
Agora basta saber se, para a próxima fase, que pode ser igual a anterior, mas também pode ser completamente diferente, eu preciso manter esse conceito tão shimaneano.
Na verdade, a certeza agora é nenhuma. A questão é fazer o TOC se acalmar e pensar que eu sou “jovem”, como me dizem todos os companheiros de trabalho. E em ser “jovem” também inclui-se ter muita coisa para terminar.
(Post propositalmente confuso.)
(Um post longo, mas rápido de se ler.)
Todo mundo vivia me falando que no Japão todo mundo é hospitaleiro com estrangeiros. Primeiro porque japonês estuda inglês e não tem com quem treinar e segundo que japonês acha que simboliza o país todo e se for chato vai fazer com que o estrangeiro ache que o país todo é um horror.
Tudo balela.
Pelo menos comigo. A questão é que com um amigo americano é tudo muito diferente. Ele vai aos lugares e as pessoas conversam com ele, sugerem coisas do cardápio, contam curiosidades locais, falam sobre coisas banais (afinal, japa não conta a vida toda como alguns brasileiros fazem na primeira chance que tem – não que seja ruim de qualquer forma), enfim, são super simpáticos.
Eu sei que eu não sou assim um poço de simpatia, o que pode então afugentar os japas. Resolvi então hoje, durante o dia todo, aplicar o teste do estrangeiro simpático. Durante a semana, eu fui vendo o que meu amigo fazia para hoje então fazer igual e checar os resultados. Já que era dia de folga e eu teria que passear pela cidade atrás de coisas pro apartamento e resolver burocracias, aproveitei e almocei fora também.
Aí cheguei em casa e fiquei matutando o porquê das pessoas mais terem medo de mim do que curiosidade. Ou mesmo aquela vontade de falar inglês. Ou de mostrar como o Japão é lindo.
Duas coisas acontecem com brasileiros que resultam em reações similares, mas não são o meu caso.
Então veio a minha teoria que explica o fato de o meu amigo americano ser definitivamente bem sucedido no quesito “o estrangeiro simpático”. É porque ele é americano e Japan loves America?
Não. Japonês não sabe distinguir estrangeiros que não sejam asiáticos mongolóides (no sentido de pessoas-de-olho-puxado, vejam bem, “amarelos”). A questão é mais física. O americano é semi-loiro (aquele loiro que é meio cinza, sabe?), tem um metro e sessenta e pouco, magrinho, carinha redonda. Japonês adora um/uma loiro/loira. Pelo menos até onde vi. Eles acham diferente, super ocidente, super eu-quero-falar-com-você.
Já eu tenho cabelo tão preto quanto os japas, uma cara angular de barba malfeita, 1,80m e sobrancelha de carcamano. Ou seja, assusta. Ainda mais com essa cara de latino (xi, melhor eu nem ir pros Estados Unidos então). As crianças realmente me olham com espanto. Se eu faço uma brincadeirinha com elas, elas choram (fato).
O americano faz o mesmo quando a criança olha com aquele jeito de estrangeiro = E.T. e a criança dá até tchauzinho.
Mãe, não vou culpar a senhora por ter me passado esses genes todos. Eu ainda gosto deles, fora que eles me dão toda uma chance de ter cidadania italiana. A questão é que eles não são úteis no Japão. Pelo menos na hora de ser o estrangeiro simpático.
Tudo bem, é só sempre ter um americano à mão para ser bem tratado como o amigo-do-americano-simpático. Parece que não, mas tem toda uma geopolítica aí.
Bauru é tipo um enigma para mim. Morei lá pelos primeiros dezoito anos da minha vida. Mas não foi suficiente para entender aquela cidade. Ela é tipo uma entidade, uma coisa cósmica, uma força maior que paira sobre seus habitantes e resulta em conseqüências inimagináveis. E irreversíveis na memória.
O mais recente episódio de toda essa magia bauruense aconteceu há umas semanas quando por algum motivo alguém me escreveu por Orkut que havia uma estátua de sanduíche em Bauru, mais especificamente no Parque Vitória Régia, aquele cartão-postal tão lindo que seria cenário de uma linda represa para conter a água da chuva se Estela tivesse ganhado as últimas eleições. Enfim, questionei o bafo via Twitter e alguém não só confirmou a existência de uma estátua como já me informaram que ela havia sido roubada.
Meu, pera um pouco. Já começa o fato de uma cidade ter como símbolo um sanduíche. Ok, aqui no Japão tem uma cidade que tem uma estátua de gyoza, então vai, não sejamos tão chatos com a cidade. Afinal, é um motivo de orgulho (???).
Mas a coisa não tem fim. É Bauru, a cidade sem limites. Descobri que a estátua tinha nome. “Bauruzinho”. Meu. Bauruzinho é aquele pastelzinho farofa que você come no Rei do Mate. E é o nome mais fácil. Tipo quando agência lança mascote para uma empresa. Sempre é nome-da-empresa-inho. Mas aí eu fico pensando, que nome você daria para uma estátua de sanduíche? (Se bem que a pergunta deveria ser: “uma estátua de sanduíche precisa de nome?”)
E até então eu nem tinha visto o tal Bauruzinho.
Bom, estava eu todo pimpão pela internet quando alguém me solta a máxima: “Gente, olha a Fátima Bernardes falando do roubo da estátua”. Como assim? Roubaram a estátua? ROUBARAM? Como se rouba uma estátua? Imaginei, sei lá, algo de pedra, mas não.
Quatro universitários foram presos, na madrugada de hoje (5), depois de carregarem o monumento do Bauruzinho, um sanduíche gigante de fibra de vidro, de uma praça de Bauru até a república onde moram.
Gente, o negócio é de fibra de vidro. É o que se usa para fazer lixo com cara de palhaço que tem em escola pública. Não à toa eles conseguiram roubar o trem. Ah sim, ele era preso ao chão. Vejam:
Meu, os pés são tomates. Tomates. Com duas varetas de metal.
E veja: ele tem um palito espetado na testa. E os olhos são picles. A língua deve ser um rosbife. Gente, é temeroso. Não é simpático. Eu imagino um filme B de terror com ele. E os desocupados roubaram esse troço horroroso. (O melhor da matéria é que o Bauruzinho já virou um símbolo da cidade. Ele acabou de fazer um mês.)
Para o empresário Jad Zogheib, idealizador do Projeto Bauruzinho, a ação dos estudantes não tem explicação.
E para completar: o “projeto” é do dono do mercado. Bauru é realmente uma cidade sem limites. Mas tudo bem. Roubaram o pingolim da estátua do Manequinho.
PS.: O que importa é projeção. De toda a região. Pederneiras nos jornais!
Ontem me falaram que eu pareço com esse cara aí:
Para quem não sabe quem é, o que inclui a minha pessoa, vamos recorrer ao oráculo dos tempos modernos, a Wikipedia:
Stéphane Lambiel (born April 2, 1985 in Martigny, Switzerland) is a Swiss figure skater known for his creative and beautiful spins. He is a two-time World Champion (2005-2006), the 2006 Olympic silver medalist, a two-time Grand Prix Champion (2005 and 2007) and an eight-time Swiss National Champion.
Meu. Eu pareço um patinador. Suíço.
Povo de Deus (que pelo deserto andava),
Não estou postando muito (fato). Mas estou lendo e-mails diariamente. Àqueles que quiserem novidades, respostas, curiosidades, reclamações e fotos ridículas, favor entrar em contato pelo e-mail de sempre. Além disso, aos que quiserem ser felizes e me atazanarem durante o dia, mante e-mail para fksr86 mais o sinal que a gente usa no e-mail mais i.softbank.jp (esquema geek anti-spam).
Além disso, novidades estão sendo constantemente postadas no Twitter (recomendo) e nos blogs por aí.
E àqueles que quiserem telefonar (vai que a Embratel resolve fazer uma mega promoção), pode ligar em 080-3351-4302. Em caso de estar realizando (gerundismo, adoro) uma ligação do Brasil, você deve discar 00 + número da operadora + 81 + 80-3351-4302 (cai o zero, viu mãe?).
Sempre à disposição.